{
  "ova_anoReferencia": 2025,
  "ova_a": "O modelo de negócios do Banco Honda se baseia principalmente no suporte à comercialização de veículos e produtos de força da marca Honda, seja por meio da concessão de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), caracterizando as operações de varejo, ou por meio do financiamento para as concessionárias, caracterizando as operações de atacado. Destacam-se também as operações da Administradora de Consórcio, parte integrante do Conglomerado Prudencial, com o objetivo de administrar grupos de consórcio vinculados, principalmente, a veículos. A efetivação dos objetivos da instituição ocorre em um ambiente de busca pelo equilíbrio entre o volume de vendas e a qualidade creditícia dos produtos financeiros comercializados, sendo monitorada a aprovação de crédito em relação aos novos contratos. As diretrizes financeiras do Banco Honda se vinculam à rentabilidade (aumento do volume de vendas com a preservação de margens de lucratividade), ao gerenciamento integrado de riscos e de capital, além da continuidade dos negócios. Considerando algumas peculiaridades do Banco Honda — como a missão da instituição estar vinculada ao suporte à comercialização de veículos e produtos de força da marca Honda, a presença da carteira bancária e de derivativos com a única função de proteção contra o risco da variação da taxa de câmbio ou da taxa de juros, assim como a busca pelo equilíbrio entre prazos e taxas nas operações — esta instituição define seu Apetite por Riscos como CONSERVADOR. Diante desse quadro, foram criadas bandas de severidade, possibilitando a presença de alertas para a tomada de decisões específicas, considerando os resultados apontados pelos indicadores de monitoramento. Foram desenvolvidas cinco severidades, que simbolizam conceitos diretamente relacionados ao risco de determinado evento — quanto maior a severidade, maior o risco — e são utilizadas para a interpretação dos limites de monitoramento. Destaca-se que as bandas de severidade foram concebidas a partir das definições de Alvo de Risco (nível ótimo de risco que a instituição está disposta a incorrer, ou seja, acima deste patamar, a instituição opera em situação favorável) e Tolerância ao Risco (nível máximo de risco que o Banco Honda está disposto a incidir), além do entendimento e alinhamento com a Alta Administração do Banco Honda. No que se refere ao Banco Honda, os principais riscos se encontram destacados na sequência: Risco de Crédito, Risco de Mercado, Risco de Liquidez e Risco Operacional. Adicionalmente, menciona-se o gerenciamento de capital. Deve-se mencionar que, neste documento, a expressão Banco Honda se refere ao Banco Honda S.A. (responsável pelas operações de financiamento direto ao consumidor — Crédito Direto ao Consumidor —, assim como às concessionárias — Floor Plan/Conta Garantida), à Administradora de Consórcio Nacional Honda Ltda (vinculada à administração dos grupos de consórcio), à Honda Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil, ao Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Auto-Honda (FIDC Auto-Honda) — vinculado à modalidade de financiamento às concessionárias Honda, por meio da aquisição de direitos creditórios de automóveis da marca, junto à Honda Automóveis do Brasil (HAB), montadora de automóveis da marca Honda no Brasil — e ao Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Moto-Honda (FIDC Moto-Honda) — vinculado à modalidade de financiamento às concessionárias Honda, por meio da aquisição de direitos creditórios de motocicletas da marca, junto à Honda da Amazônia (HDA), montadora de motocicletas da marca Honda no Brasil —, todos integrantes do Conglomerado Prudencial (CP). O termo instituição se refere, neste documento, ao Conglomerado Prudencial (CP). Menciona-se ainda que o Conglomerado Financeiro (CF) se refere exclusivamente às empresas Banco Honda S.A. e Honda Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil.",
  "ova_b": "O gerenciamento de riscos e de capital ocorre dentro de uma estrutura de governança independente, focada em identificar e controlar os riscos (internos e externos) do Banco Honda que possam afetar as estratégias das suas distintas áreas de negócio, contribuindo para que as atividades da instituição sejam efetuadas em consonância com o seu apetite por riscos.  Na sequência, apresentam-se as estruturas de gerenciamento de riscos e de capital da instituição (para maiores detalhamentos, checar o site da instituição). O Comitê de Riscos se reúne mensalmente e possui como missões: Aprovar o acionamento das medidas de mitigação/contingência, assim como os valores a serem considerados; Recomendar e avaliar os níveis de severidade considerados pela instituição, bem como as metodologias para análise dos testes de estresse no Banco Honda, além de outros testes periódicos, sempre considerando o contexto de abordagem dos possíveis riscos e adversidades, de forma individual e integrada; Avaliar proposições e acompanhar a atuação do Diretor Responsável pelo Gerenciamento de Riscos e de Capital (RMO); Avaliar os indicadores de monitoramento relacionados ao gerenciamento de riscos e de capital; Homologar, exclusivamente para o gerenciamento de capital, os valores obtidos por estudos da Área de Tesouraria e do Departamento de Planejamento e Controle sobre eventuais aportes de capital; Verificar a aderência dos processos às Políticas internas e à Declaração de Apetite por Riscos (RAS); Validar alterações significativas no contexto de gerenciamento de riscos e de capital, autorizando exceções em situações específicas; Manter registros de suas determinações e decisões. Diretor Responsável pelo Gerenciamento de Riscos e de Capital (RMO) possui as seguintes atribuições: Supervisionar a evolução, implementação e performance da estrutura de gerenciamento de riscos e de capital; Assegurar recursos adequados para o exercício da atividade de forma independente e efetiva; Garantir a adequação das atividades às Políticas, à Declaração de Apetite por Riscos (RAS) e aos objetivos estratégicos do Banco Honda; Definir diretrizes para o gerenciamento de riscos e de capital; Participar das decisões estratégicas vinculadas ao tema; Auxiliar na revisão dos patamares de severidade e nos testes de estresse; Promover a capacitação dos colaboradores da Área de Gestão de Riscos. O Diretor Financeiro é responsável por fornecer subsídios para o gerenciamento de capital, incluindo a realização de estudos periódicos para garantir a disponibilidade de recursos apropriados. Departamento de Compliance e Gestão de Riscos possui como missão: Apurar mensalmente o gerenciamento de riscos e de capital; Definir procedimentos conforme diretrizes do RMO; Elaborar o Plano de Capital, incluindo projeções e apuração de indicadores como PR, RWA, Limite de Imobilização, Razão de Alavancagem; Revisar e manter atualizadas as Políticas internas e a RAS; Assegurar aderência às estratégias e correção de falhas nos processos; Desenvolver e revisar testes de estresse; Criar modelos de gerenciamento de riscos e gerar informações para o Comitê; Emitir roteiros para identificação prévia de riscos e elaborar o Relatório de Gerenciamento; Monitorar a Política de Classificação das Carteiras; Convocar o Comitê de Riscos; Promover a cultura de gerenciamento de riscos e de capital. O Departamento Financeiro, no contexto de gerenciamento de capital, é responsável por efetivar medidas de contingência de capital. O Departamento de Planejamento e Controle possui como função: Apurar e aprovar o Orçamento Original (Original Plan); Projetar o resultado líquido dos três exercícios subsequentes para o Plano de Capital. O Departamento de Controladoria é responsável pela manutenção dos sistemas e processos adequados para ativação e registro das medidas de contingência de capital. Destaca-se que todos os envolvidos no processo de Gestão de Riscos e Capital devem: Compreender de forma integrada as adversidades que impactam capital e liquidez; Garantir a observância da RAS; Entender limitações e incertezas dos modelos e metodologias; Assegurar o monitoramento contínuo das adversidades em todos os níveis da instituição. A Auditoria Interna, segregada das atividades operacionais e reportando-se diretamente à Presidência, tem como missão avaliar as atividades e realizar testes de aderência aos aspectos regulatórios e às estratégias da instituição. A Diretoria tem como missão aprovar e homologar as Políticas internas, a Declaração de Apetite por Riscos (RAS), bem como diretrizes e instrumentos relacionados ao gerenciamento de riscos e de capital.",
  "ova_c": "Destaca-se a participação ativa do Departamento de Compliance e Gestão de Riscos nos Comitês e Comissões internas do Banco Honda, bem como na discussão de propostas sobre novos produtos e melhorias. Ressalta-se também o amplo uso de treinamentos e a divulgação de Políticas corporativas, por meio da rede local de computadores (intranet), permitindo que os colaboradores fiquem inseridos na cultura de riscos da instituição. Quando do início dos novos colaboradores na instituição, são realizadas atividades de nivelamento e a apresentação do código de conduta, com o objetivo de contextualizá-los aos princípios éticos da entidade, assim como ao seu apetite por riscos.",
  "ova_d": "A finalidade da presente seção é apresentar o escopo, assim como as principais características do processo de mensuração de riscos, além das estratégias para a sua mitigação, considerando sua efetividade. Risco de Crédito: O Banco Honda possui modelos internos de análise e mensuração do risco de crédito, baseados em modelos estatísticos, que medem a probabilidade de inadimplência das operações de crédito e da perda em caso de descumprimento (PD, LGD), além da realização de backtesting, visando verificar a capacidade dos modelos, em distinguir contratos com diferentes probabilidades de inadimplência, em relação à inadimplência observada. Os principais indicadores de monitoramento utilizados são: Inadimplência (acima de 30, 90 dias), a qual permite acompanhar a evolução do risco de crédito ao longo de diferentes períodos, para as operações de crédito, na modalidade CDC, tanto para o segmento motocicletas, quanto para automóveis; Nível de utilização: Mensura o nível de utilização, por meio do crédito concedido aos grupos econômicos, em relação ao limite de crédito total, no contexto das operações de atacado. Risco de Mercado: As operações do Banco Honda são concentradas exclusivamente na carteira banking, ou seja, operações ligadas ao negócio (empréstimos / captações), onde não existe a intenção de negociação ou intermediação, ou seja, que serão mantidas até seu vencimento. E em atendimento à Resolução BCB 111, informa-se que não houve reclassificação de instrumentos na carteira de negociação ou na carteira bancária nesse período. Dentro da estrutura de gerenciamento do risco de mercado da instituição (Conglomerado Prudencial), devido às suas características, encontra-se o gerenciamento do IRRBB, o qual se vincula ao gerenciamento do risco atual ou prospectivo, do impacto de movimentos adversos das taxas de juros no capital e nos resultados da instituição financeira, para os instrumentos classificados na carteira bancária. Destaca-se que, para monitorar e controlar os limites de exposição ao risco de mercado de suas posições, o Banco Honda adota as seguintes ferramentas: Net Interest Income (NII) apura o impacto da flutuação das taxas de juros nos resultados da Instituição, prevendo a perda financeira máxima, em termos de resultado da intermediação financeira (juros líquidos). O Delta NII é utilizado como medida referente ao risco da carteira bancária e é reportado mensalmente ao BACEN, por meio do Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO); Economic Value of Equity (EVE) que mede a exposição da carteira do banco ante o risco atrelado à variação das taxas de juros; Backtesting: É uma ferramenta estatística utilizada para verificar a consistência entre as perdas observadas e as perdas previstas, utilizando-se como base o EVE. Risco de Liquidez: Para monitorar e controlar os limites de exposição ao risco de liquidez de suas posições, o Banco Honda adota as seguintes ferramentas: Fluxo de Caixa, o qual projeta as variações de entradas e saídas de caixa ou efetivo, dentro de um período de 90 dias; GAP Duration: Mede a diferença existente, em dias, entre a duração média de ativos e passivos que compõem a carteira do Banco. Entende-se como duração (duração de Macaulay), o tempo médio de vida de um instrumento financeiro ou conjunto de instrumentos; Concentração de Captação: Análise das distintas fontes de captação por tipo de produto, prazo e contraparte; Índice de Liquidez de Curto Prazo (LCR): Procura-se verificar se a instituição mantém um nível de ativos líquidos disponíveis adequados (que podem converter-se facilmente e de imediato nos mercados privados em dinheiro efetivo) para cobrir o saldo líquido de entradas e saídas, principalmente para o horizonte de 30 dias; Caixa Líquido da Administradora de Consórcio (CNH): Mensuração das aplicações financeiras da Administradora de Consórcio, em relação ao seu patrimônio líquido somado aos recursos não procurados dos grupos de consórcio, visando acompanhar a exposição (com a finalidade de auxiliar no contexto de ‘Gerenciamento de Liquidez’, além das medidas citadas, o risco de liquidez é calculado regularmente devido à apuração do ‘Demonstrativo Risco de Liquidez (DRL)’). Risco Operacional: O Banco Honda possui modelos internos que capturam e avaliam os distintos riscos operacionais em função da probabilidade de ocorrência e impacto destes, categorizando-os em diferentes níveis, estabelecendo indicadores chaves que vigiam a exposição ao risco da entidade. Em conformidade com a Circular n° 3.640/13 (BACEN), o Banco Honda adotou como metodologia para cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA), relativa ao cálculo do capital requerido para o Risco Operacional, a Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada. Seguindo este modelo, o capital é calculado a partir da média dos últimos três períodos do Indicador Alternativo de Exposição (IAE), e do Indicador de Exposição ao Risco Operacional (IE). O IAE corresponde, para cada período anual, à média aritmética dos saldos semestrais das operações de crédito. O IE, por sua vez, corresponde para cada período anual, à soma dos valores semestrais das receitas de intermediação financeira e das receitas de prestação de serviços, deduzidas as despesas de intermediação financeira. Os principais indicadores de monitoramento utilizados pelo risco operacional são: Fraudes ocorridas que reporta a quantidade de fraudes ocorridas no Banco Honda; Interrupção de sistemas: Mensura, em horas, as paradas de sistemas dentro da instituição.",
  "ova_e": "Periodicamente são gerados relatórios à Alta Administração para análise dos valores resultantes dos cálculos e controles, no que se refere ao gerenciamento do risco de mercado e de liquidez. Mensalmente, são atualizadas as informações e estudos, vinculados ao gerenciamento de riscos e de capital do Banco Honda, reportados de maneira regular no Comitê de Riscos da instituição.",
  "ova_f": "Na sequência, são apresentados detalhamentos de como são realizados os testes de estresse (realização mensal) para os riscos financeiros do Banco Honda, assim como no contexto de gerenciamento de capital. Destaca-se, de antemão, que os resultados obtidos com os testes de estresse são relevantes no que se refere ao eventual processo de revisão do apetite por riscos do Banco Honda. Risco de Crédito: O Banco Honda adota um programa de testes de estresse vinculado ao conceito de Análise de Sensibilidade, baseado em metodologia que permite avaliar o impacto de variações em um parâmetro relevante específico sobre o capital da instituição, sua liquidez ou o valor de um portfólio. É realizado estresse na inadimplência da carteira de CDC, de forma separada para os segmentos de motocicletas e automóveis, considerando o impacto da variação de variáveis macroeconômicas com maior correlação à inadimplência. Risco de Mercado: A instituição também utiliza um programa de teste de estresse baseado em Análise de Sensibilidade. No contexto do Gerenciamento de Risco de Mercado (GRM), o principal objetivo é quantificar perdas potenciais sob condições anormais de mercado. Isso se justifica pelo fato de que o limite de perda da carteira — tanto do Conglomerado Prudencial quanto do Conglomerado Financeiro — em um cenário de forte crise, não pode ser adequadamente mensurado por modelos tradicionais como o EVE, que não consideram quebras estruturais no comportamento dos mercados. Risco de Liquidez: No teste de estresse de liquidez, também se aplica a Análise de Sensibilidade. A Área de Gestão de Riscos realiza dois tipos de teste: curto e longo prazo. No teste de estresse de fluxo de caixa de curto prazo, é realizada uma avaliação para determinar se a instituição manterá liquidez suficiente no mês seguinte. Esse processo considera, de forma integrada, o impacto do estresse de crédito sobre os ativos. Em outras palavras, após aplicar o cenário de inadimplência aos ativos, verifica-se se a soma dos valores ajustados desses ativos, juntamente com o saldo de caixa disponível, será suficiente para honrar todos os passivos previstos para pagamento no período subsequente. Já o teste de estresse de longo prazo verifica a relação entre ativos (considerando inadimplência) e passivos para um horizonte de um ano. Nesse caso, os ativos (excluindo o caixa) sofrem estresse de inadimplência, e avalia-se se a soma dos ativos estressados e do caixa é suficiente para cobrir os passivos, incluindo pagamentos de captações, despesas operacionais e impostos. Tanto para o curto quanto para o longo prazo, os testes são realizados separadamente para o Conglomerado Prudencial e o Conglomerado Financeiro. Teste de Estresse - Visão Consolidada: Considerando o modelo de negócios da instituição, o qual visa fomentar o volume de vendas da montadora no Brasil por meio de operações de CDC, suporte à aquisição de veículos por grupos econômicos e administração de consórcios, entende-se que o risco de crédito possui maior relevância no contexto de gerenciamento de riscos, especialmente em termos de volume financeiro. Dessa forma, além do teste de estresse de crédito, é realizado um estresse específico para a carteira de crédito com o objetivo de mensurar o efeito nos Ativos Ponderados pelo Risco de Crédito (RWACPAD) e, consequentemente, no Índice de Basileia Estressado. Os resultados desses testes são reportados mensalmente ao Comitê de Riscos.",
  "ova_g": "A finalidade da presente seção é apresentar o escopo, assim como as principais características do processo de mensuração de riscos, além das estratégias para a sua mitigação, considerando sua efetividade. Risco de Crédito: O Banco Honda possui modelos internos de análise e mensuração do risco de crédito, baseados em modelos estatísticos, que medem a probabilidade de inadimplência das operações de crédito e da perda em caso de descumprimento (PD, LGD), além de políticas internas que reforçam o controle gerencial. O backtesting é realizado com o objetivo de verificar a capacidade dos modelos em distinguir contratos com diferentes probabilidades de inadimplência, em relação à inadimplência observada. Os principais indicadores de monitoramento utilizados são: Inadimplência (acima de 30 e 90 dias): permite acompanhar a evolução do risco de crédito ao longo de diferentes períodos, para as operações de crédito na modalidade CDC, tanto para o segmento de motocicletas quanto para automóveis; Nível de utilização: mensura o nível de utilização por meio do crédito concedido aos grupos econômicos, em relação ao limite de crédito total, no contexto das operações de atacado. Risco de Mercado: As operações do são concentradas exclusivamente ligadas ao negócio (empréstimos/captações), sem a intenção de negociação ou intermediação. Em atendimento às normas vigentes, informa-se que não houve reclassificação de instrumentos entre a carteira de negociação e a carteira bancária no período. Dentro da estrutura de gerenciamento do risco de mercado do Conglomerado Prudencial, destaca-se o gerenciamento do IRRBB (Interest Rate Risk in the Banking Book), que se refere ao risco atual ou prospectivo do impacto de movimentos adversos das taxas de juros no capital e nos resultados da instituição financeira, para os instrumentos classificados na carteira bancária. Para monitorar e controlar os limites de exposição ao risco de mercado, o Banco Honda adota as seguintes ferramentas: Delta NII: utilizado como medida do risco da carteira bancária, reportado mensalmente ao BACEN por meio do Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO); Economic Value of Equity (EVE): mede a exposição da carteira do banco à variação das taxas de juros, reportado mensalmente ao BACEN por meio do Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO); Backtesting: ferramenta estatística utilizada para verificar a consistência entre as perdas observadas e as previstas, com base no EVE. Risco de Liquidez: Para monitorar e controlar os limites de exposição ao risco de liquidez, o Banco Honda utiliza as seguintes ferramentas: Fluxo de Caixa: projeta as variações de entradas e saídas de caixa em um horizonte de 90 dias; GAP Duration: mede a diferença, em dias, entre a duração média de ativos e passivos da carteira do banco. A duração (Macaulay) representa o tempo médio de vida de um instrumento financeiro ou conjunto de instrumentos; Controle de Concentração de Captação: análise das fontes de captação por tipo de produto, prazo e contraparte; Índice de Liquidez de Curto Prazo (LCR): verifica se a instituição mantém ativos líquidos suficientes para cobrir o saldo líquido de entradas e saídas em um horizonte de 30 dias; Caixa Líquido da Administradora de Consórcio (CNH): mensura as aplicações financeiras da Administradora de Consórcio em relação ao seu patrimônio líquido somado aos recursos não procurados dos grupos de consórcio, com o objetivo de acompanhar a exposição e auxiliar no gerenciamento de liquidez. Além dessas medidas, o risco de liquidez é calculado regularmente por meio da apuração do Demonstrativo Risco de Liquidez (DRL). Risco Operacional: O Banco Honda possui modelos internos que capturam e avaliam os distintos riscos operacionais com base na probabilidade de ocorrência e impacto, categorizando-os em diferentes níveis e estabelecendo indicadores-chave para monitorar a exposição ao risco. Em conformidade com as normas vigentes, o Banco Honda adota a Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada para o cálculo da parcela dos ativos ponderados pelo risco (RWA), relativa ao capital requerido para o risco operacional. Nessa abordagem: O Indicador de Negócios (IB) corresponde ao somatório dos componentes de juros, arrendamento mercantil e participações (ILDC), componente de serviços (SC) e componente financeiro (FC) para cada período anual; O Multiplicador de Perdas Internas (ILM) tem com o objetivo ajustar o capital exigido com base na relação entre as perdas operacionais históricas da instituição e o volume de negócios. Dado que o Banco Honda se encontra alocado na Segmentação 4, é utilizado ILM igual a 1, seguindo a norma vigente. Os principais indicadores de monitoramento utilizados para o risco operacional são: Fraudes ocorridas: reporta a quantidade de fraudes registradas no Banco Honda; Interrupção de sistemas: mensura, em horas, as paradas de sistemas dentro da instituição.",
  "ova_h": "Em conformidade com as normas vigentes, o gerenciamento de capital tem como objetivo realizar, por meio de um processo contínuo: o monitoramento e o controle do capital mantido pela instituição, a avaliação da necessidade de capital para fazer face aos riscos a que a instituição se encontra exposta e o planejamento de metas e da necessidade de capital, considerando os objetivos estratégicos da instituição. Diante desse contexto, são propostos limites e alternativas de contingenciamento do nível de capital mínimo da instituição, visando garantir um nível de capital adequado à expectativa de evolução dos negócios em ambientes distintos. Deve-se mencionar também a efetivação de testes de estresse, por meio da análise de sensibilidade. No ambiente de apuração do gerenciamento de capital, destaca-se o Patrimônio de Referência (PR), assim como os Ativos Ponderados pelo Risco (RWA). Sobre o PR, este se baseia no somatório do Nível I e do Nível II. A instituição apura o PR do Nível I, mediante a soma dos valores do capital social, das reservas de lucros, das contas de resultado credoras, das sobras ou lucros acumulados, excluídas as contas de resultado devedoras, os ajustes prudenciais, assim como as perdas ou prejuízos acumulados. A avaliação da suficiência de capital tem como objetivo assegurar que os recursos alocados sejam adequados aos riscos assumidos pela instituição, garantindo sua solidez e viabilizando um crescimento sustentável. Em relação ao RWA, este é apurado pelo somatório das seguintes parcelas: Ativos Ponderados pelo Risco de Crédito (RWACPAD); Ativos Ponderados pelo Risco Operacional (RWAOPAD); Ativos Ponderados pelo Risco de Mercado (RWAMPAD) — sendo esta última aplicável em função da presença exclusiva da carteira bancária. Conforme as normas vigentes, as parcelas RWACPAD (referente às exposições ao risco de crédito), RWAMPAD (corresponde ao cálculo do capital requerido para o risco de mercado) e RWAOPAD (cálculo do capital requerido para o risco operacional) são calculadas considerando requerimento de capital mediante abordagem padronizada. Sobre a Alavancagem, o cálculo é realizado regularmente por meio da apuração do Demonstrativo de Limites Operacionais (DLO), com a finalidade de auxiliar no monitoramento do grau de alavancagem e no acompanhamento dos limites definidos na Declaração de Apetite por Riscos (RAS), no contexto do Gerenciamento de Risco de Capital. Por fim, o Conglomerado Financeiro possui política específica que define os critérios para a remuneração dos administradores eleitos ao cargo de diretoria do Banco Honda e da Honda Leasing",
  "ova_outros": "Atendendo à Resolução n° 54/20 (BCB), art. 23 § 4°, no que se refere à descrição resumida dos principais aspectos da política de divulgação de informações, o Conglomerado Prudencial Banco Honda destaca que sua Política de Divulgação de Informação possui, entre outros aspectos, o detalhamento da governança de divulgação de informações, considerando: a exposição da periodicidade (diária, mensal, bimestral, trimestral, semestral ou anual), a função da informação a ser compartilhada (seguindo o critério RACI: Reporte, Aprovação, Consulta ou Informação), assim como a descrição do relatório a ser publicado. Para as informações internas, ou seja, não divulgadas publicamente, existe também a caracterização do seu tipo (Gerencial, Comitê ou BACEN). Destaca-se também a descrição das responsabilidades dos agentes envolvidos, considerando as diferentes hierarquias relacionadas ao processo descrito."
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